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Escola incentiva alunos e professores a produzirem REA

Logo PioneiroA experiência de produção colaborativa do ensino médio do Centro Educacional Pioneiro baseada em Recursos Educacionais Abertos e no trabalho coletivo é a segunda de uma série de reportagens que o Portal PorVir está realizando sobre o Ensino Médio brasileiro.O Porvir é uma iniciativa do Inspirare, instituto que busca inspirar inovações em iniciativas empreendedoras, políticas públicas, programas e investimentos que melhorem a qualidade da educação no Brasil. Leia a matéria abaixo (créditos: PorVir, texto licenciado em CC-BY).

ESCOLA INCENTIVA ALUNOS E PROFESSORES A PRODUZIREM REA

Centro Educacional Pioneiro está adotando os REA, Recursos Educacionais Abertos, no ensino médio. Desde ano passado, as publicações dos alunos como revistas, catálogos e livros de contos estão sendo produzidas com base nesse conceito de uso livre. O projeto, ainda piloto, prevê a criação de um repositório virtual para abrigar e disponibilizar, abertamente via Creative Commons, os trabalhos coletivos produzidos pelos professores e cerca de 60 alunos de ensino médio. A ideia é que qualquer pessoa possa usar os materiais, fazer cópias na íntegra ou remixar pedaços para adaptar os conteúdos à sua realidade local (Porvir já fez uma matéria comemorando os 10 anos de REA).

“Os alunos da escola sempre tiveram uma produção de livros, revistas e catálogos bem ampla e a iniciativa nasceu quando percebemos que esses materiais tinham tudo a ver com a REA. Então pensamos: por que não compartilhar tudo isso?”, diz Débora Sebriam, coordenadora de tecnologia educativa do Centro Educacional Pioneiro.

Como parte do projeto, no ano passado, Débora, que também integra a equipe REA Brasil, passou a realizar debates-palestras com alunos e professores. “Falamos sobre direitos autorais, fontes de referência eCreative Commons.  Dissemos o que é a REA, quais países estão adotando e até alguns exemplos de trabalhos feitos por alunos”, diz. Embora o conceito exista há dez anos, no Brasil, sua difusão ainda continua sendo um desafio. Segundo Débora, além do Centro Educacional Pioneiro, outros poucos exemplos de escolas que participam dessa prática são os colégios privados Dante Alighieri e Porto Seguro.

Trabalho coletivo

Toda a ideia de colaboração que está por traz dos REA também é aplicada na produção dos materiais. Cada recurso educacional é feito por equipes de até cinco alunos. E o trabalho coletivo é valorizado inclusive no boletim. No colégio 30% das notas finais de cada ano letivo são baseadas nessas produções.

Para angariar novos materiais e conteúdos para os REA, a escola organiza, por exemplo, viagens com os alunos do primeiro ano do ensino médio a cidades do interior de São Paulo. Nelas, eles precisam entrevistar moradores e resolver situações-problema, desafios pré-estabelecidos em sala de aula que precisam ser solucionados como medir a intensidade sonora do município ou até mesmo mapear a quantidade de equipamentos de lazer.

Em 2011, a visita foi a São Luiz do Paraitinga – cidade devastada em 2009 por conta de uma enchente. Nessa viagem, eles conversaram com os habitantes, identificaram as principais diferenças entre as grandes metrópoles e os pequenos municípios e, a partir das vivências, tiveram que realizar catálogos, livros e revistas que serão abrigados no repositório virtual aberto. “Os REA ajudam na construção do conhecimento e na conscientização dos alunos sobre a importância da qualidade dos trabalhos”, afirma Fernando Kawahara, diretor de ensino médio do Centro Educacional Pioneiro.

Para Henrique Akamine Hiray, 15, aluno do 1o ano, o trabalho coletivo contribui para o estreitamento dos laços entre os estudantes e melhora o rendimento escolar. “Os trabalhos em grupo estimulam a convivência. Eles também não focam apenas nos conteúdos para vestibular como outras escolas, pelo contrário, desenvolvem um relação mais próxima entre nós”, afirma.

Escolas Interativas e Famílias Participativas: o projeto continua…

No último sábado (15/09), em continuação ao Projeto Comportamento, Segurança e Ética na Internet que criei e coordeno desde 2011 no Centro Educacional Pioneiro, ministrei palestra aos pais dos alunos do ensino infantil e ensino fundamental I e aos professores do ensino fundamental I.

Nosso objetivo foi oferecer um feedback sobre os debates realizados com todos os alunos dessa faixa etária e oferecer informações básicas de como os pais podem orientar e mediar a navegação online de seus filhos.

Além disso, focamos no trabalho pedagógico do laboratório de Tecnologia Educacional e a integração não somente das questões de comportamento e segurança na web, mas também o uso do nosso sistema Webclasses e a integração recente de temas como Recursos Educacionais Abertos no desenvolvimento de nossos trabalhos.

Constatamos que nosso público do ensino fundamental I:

  • São super conectados!
  • Demonstram ter algum conhecimento sobre como se comportar e se defender online
  • Não fazem distinção entre “vida real” e mundo virtual
  • Estão ligados no comportamento online da família (eles veem e ouvem tudo – contam histórias de Twitter e Facebook que viram em casa, repetem histórias que ouviram os pais conversando)
  • Relatam ter horário definido para usar internet

Em relação as telas digitais e os ambientes online preferidos:

  • Telefone celular/smartphones
  • Tablets
  • Nitendo DS
  • Youtube
  • Rede Social Infantil Club Penguin
  • Jogos online (buscam pelo Google ou pedem ajuda dos pais/irmãos mais velhos)

Segurança e Ética na Internet: escolas interativas e famílias participativas

Palestra ministrada aos pais dos alunos dos 5º anos do Ensino Fundamental I ao 3º ano do Ensino Médio e professores do Ensino Fundamental II do Centro Educacional Pioneiro em continuação ao Projeto Comportamento, Segurança e Ética na Internet que criei e coordeno desde 2011.

Nosso objetivo foi oferecer um feedback sobre os debates realizados com todos os alunos dos 5º anos do ensino fundamental I ao 3º ano do ensino médio e oferecer informações básicas de como os pais podem orientar melhor os seus filhos.

Além disso, focamos no trabalho pedagógico do laboratório de Tecnologia Educacional e a integração não somente das questões de comportamento e segurança na web, mas também o uso do nosso sistema Webclasses e a integração recente de temas como Recursos Educacionais Abertos e Direito Autoral no desenvolvimento de nossos trabalhos.

Esperamos com essas ações integradas oferecer todas as ferramentas existentes aos alunos, estimulando o debate, a criticidade e a livre escolha.

Comportamento, Segurança e Ética na Internet: uma abordagem necessária na escola

Participei em 29 e 30/09 do 1º. Seminário de Direito Eletrônico na Tríplice Fronteira em Foz do Iguaçu. O objetivo do seminário foi prover um ambiente para exposição e discussão multidisciplinar dos temas mais atuais do Direito Eletrônico, tendo a participação de governantes, juízes, promotores, advogados, empresários, profissionais, pesquisadores, educadores e acadêmicos.

Foram debatidos no seminário assuntos como a sociedade da informação, seus benefícios e perigos, a importância do Direito nesse ambiente dinâmico e pouco conhecido, os crimes de alta tecnologia e procedimentos ilícitos no mundo virtual, o processo eletrônico, o monitoramento eletrônico de presos, a segurança da informação, o consumidor eletrônico, as redes sociais, o impacto das novas tecnologia como o IPv6 e o Plano Nacional de Banda Larga, o papel da educação, analfabetismo e o caos digital, a ética e o comportamento na internet, a perícia técnica e a produção de provas eletrônicas e muitos outros temas essenciais para a vida pessoal e profissional na próxima década.

Compartilho com vocês o apoio visual que usei para minha palestra, onde fui contar um pouco do projeto que desenvolvo no Centro Educacional Pioneiro. Nosso projeto é dividido em 3 fases:

  • Fase 1: sensibilização (debates com alunos, professores e pais)
  • Fase 2: produção de conteúdo (alunos autores criarão cartazes, folders, blogs, vídeos, sites e todo tipo de mídia da ESCOLHA DELES)
  • Fase 3: disseminação (estamos estudando licenciar todo material em Creative Commons e compartilhar na rede)

Agenda do Evento

De consumidores passivos a produtores do conhecimento

Experiências do Centro Educacional Pioneiro e Colégio Visconde de Porto Seguro sobre alguns usos da Tecnologia na Educação.

O Colégio Visconde de Porto Seguro está montando uma grande equipe de especialistas em Tecnologia da Educação, que deverá chegar ao número de 30 pessoas até o final deste ano e terá como finalidade fazer a inserção das chamadas TICs (Tecnologias de Informação e Comunicação) no desenvolvimento de seu projeto pedagógico. “Estamos olhando a tecnologia como meio e não como fim, como instrumento de trabalho do aluno e do professor, colocando ambos como autores e produzindo conteúdo através desses recursos”, afirma Renata Pastore, diretora de Tecnologia da Educação da escola, especializada em Mídias Digitais para a área. Já o Centro Educacional Pioneiro implantou um Programa de Informática Educativa para atender aos seus alunos do horário integral, mas dispõe de especialistas que auxiliam professores e alunos no uso dessas tecnologias em suas atividades curriculares.

Os dois casos ilustram bem a expansão do uso de softwares, games e recursos interativos da web 2.0 como recursos de ensino-aprendizagem. Revelam ainda uma tendência e uma transição. Na transição, observa-se que as antigas aulas de informática, que tinham como foco apenas ensinar o aluno a usar a nova ferramenta, deram lugar a uma nova postura, de domínio e produção de conhecimento a partir da aplicação desses instrumentos. Já a tendência aponta para a incorporação crescente da tecnologia como componente indispensável ao desenvolvimento do projeto pedagógico.

No Colégio Porto Seguro, que possui unidades nos bairros do Morumbi e Panamby, zona Sul de São Paulo, e no município de Valinhos, 1.200 máquinas estão hoje voltadas ao uso exclusivo pelo setor pedagógico, “100% delas com cobertura Wi-Fi”, diz Renata.

Até o final deste ano, cada sala de aula da Educação Infantil ao 5º ano do Ensino Fundamental estará equipada com lousas digitais, mas todas as salas do colégio já dispõem de computadores. A equipe que está sendo montada pretende, justamente, dar suporte aos professores. Com 10.500 alunos nas três unidades, o Porto Seguro tem hoje cerca de 800 docentes. Parte da capacitação será realizada por meio de um convênio com a Microsoft, de formação de professores inovadores, mas há também educadores que já estão recebendo MacBook Pro, uma plataforma concorrente, para trabalhar com os alunos. Segundo a professora da equipe, Bianca Santana, pesquisadora, mestranda e especialista na área, a intenção é oferecer “diversidade” aos alunos e educadores, o que inclui até oficinas de desenvolvimento de novos hardwares a partir do reaproveitamento de materiais obsoletos.

Nesse sentido, as diferentes plataformas, softwares (livres ou não), jogos e redes vinculadas à web 2.0 acabam compondo um rico mosaico de possibilidades de exploração e reconstrução do conhecimento. Segundo Débora Sebriam, coordenadora de Tecnologia Educativa do Centro Educacional Pioneiro, escola localizada na Vila Mariana, zona Sul de São Paulo, há forte tendência para um uso cada vez maior das redes sociais, como Twitter, YouTube e Facebook. Mestre em Engenharia de Mídias para a Educação, Débora revela, por exemplo, que neste semestre programou com os alunos o desenvolvimento de atividades com o Twitter e produção de animações para publicação no You Tube.

Os softwares, para sobreviver neste contexto, terão que se integrar às redes sociais, pois a grande vantagem destas, segundo pontua Débora, “é a possibilidade de abrir e compartilhar conhecimento, gerar debates, críticas e colaborações, inspirar outras iniciativas”. O Twitter, com sua limitação de 140 caracteres, auxilia no desenvolvimento de textos claros e objetivos. O Facebook, por sua vez, amplia a possibilidade de debate em um grupo, permite inserir notas e comentários. “Ele possui recursos para se transformar em uma plataforma educativa”, observa Débora, destacando que algumas instituições de ensino superior já o utilizam com essa finalidade.

Na abordagem com os professores, o especialista procura orientar sobre qual dessas ferramentas melhor se adapta às ideias ou projetos. “Pode ser a web 2.0 (com blogs, redes sociais e recursos como o Google Earth ou Google Art Project), games ou softwares de autoria, como o Visual Class ou o Hot Potatoes, que fornecem possibilidades de se montar um roteiro inteiro de associações, palavras cruzadas, jogo da memória.” Ambos os softwares são indicados, por exemplo, para os processos de alfabetização, enquanto as redes sociais podem ser trabalhadas a partir do 5º ano. O 2º ano do Ensino Médio do Pioneiro utilizou a ferramenta Google Sketchup em suas aulas de Desenho Geométrico, quando foram tratados elementos como Prisma, Pirâmide, Cilindro e Cone (confira no link http://piomedio. blogspot.com/2011/06/2oem–usando-google-sketchup-nas-aulas. html). Os estudantes do 9º ano, por sua vez, conquistaram o 3º lugar em um concurso de produção de vídeos digitais, o KWN (Kid Witness News), promovido pela Panasonic, abordando o tema da comunicação e explorando os perigos ocultos e inerentes às redes sociais (confira em http://pioneironews.blogspot.com/2011/04/concurso–panasonic-kwn-2011-somos-3.html).

RECURSOS LIVRES
Uma das possibilidades das escolas é optar por programas de uso livre, os quais se inserem na concepção dos chamados Recursos Educacionais Abertos. A educadora Bianca Santana, participante do Projeto REA-Br, afirma que este conceito atinge a qualquer material que o professor venha a utilizar em seu trabalho, de livros impressos a softwares. Segundo ela, os produtos têm um autor, que deve ser reconhecido e remunerado, mas a ideia é poder produzir algo novo em cima deste trabalho, dando ao professor a possibilidade de adaptá-lo a uma realidade ou região.

“O professor sai então do papel passivo de consumidor para uma posição ativa de autor e pode convidar o próprio aluno a também se tornar um autor”, complementa. Mas Bianca defende que as escolas possibilitem o acesso dos estudantes a todos os tipos de softwares, mesmo os licenciados, “para mostrar aos alunos a diversidade dos sistemas operacionais, permitindo a eles ser fluentes em diferentes linguagens e plataformas móveis”. Bianca arremata que “autonomia” e “diversidade” são duas palavras-chaves em tecnologia educativa. “O papel da escola é convidar o aluno para ser sujeito da produção”, arremata a pesquisadora.

Por Rosali Figueiredo

 Matéria publicada na Revista Direcional Escolas – Edição 70 – Ago/11

Debate: Comportamento, Segurança e Ética na Internet

Olá pessoal!

Este ano, desenvolvi um projeto piloto sobre Comportamento, Segurança e Ética na Internet com os alunos do Ensino Fundamental I e II e Ensino Médio aqui no Centro Educacional Pioneiro. Dando continuidade aos debates, chegou a vez dos pais participarem, trazerem suas dúvidas e contribuições.

Compartilho com vocês uma apresentação norteadora para o debate, com alguns feedbacks e dicas preparadas para os pais dos alunos do Ensino Fundamental II.

Sugestões, aportes, críticas construtivas são sempre bem-vindas!

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