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Encontro de Redes: Educação e Cultura Digital

Aconteceu ontem, 16/11, no Fórum da Cultura Digital o Encontro de Redes: Educação e Cultura Digital.

O papo reuniu educadores, editores, jornalistas e demais interessados no tema. Começamos nos apresentando e devido a diversidade de áreas de atuação do público presente, já se podia imaginar que seria um debate enriquecedor.

O pessoal do Educarede e do grupo de estudos Educar na Cultura Digital, grande razão da minha presença neste espaço, trouxe seu pessoal em peso, estavam lá Sonia Bertcocchi, Mila Gonçalves, Vanessa Rodrigues, Claudemir Viana, José Carlos e Priscila Gonsalves que começou a conversa contanto mais sobre a linha de atuação do grupo.

Bianca Santana do REA nos contou sobre projetos desenvolvidos no estado do Paraná, o Projeto Folhas e do Livro Didático Público. Ela destaca as iniciativas como boa política de REA, onde o professor produz material didático de qualidade e é reconhecido por isso.

O “super figura” e paraense, Jader Gama compartilhou as experiências do projeto Puraqué, e destacou a importância de envolver professores e alunos em um projeto super inovador e criativo.

Robson apresentou projetos educacionais desenvolvidos junto a comunidades, projeto Mocambos e Casa de Cultura Tainã e destacou a importância de envolver pessoas.

Como era de se esperar (pelo menos eu esperava), pela maioria das pessoas presentes serem educadores, não demorou para a conversa entrar nos muros escolares.

Barbara Dieu destacou os “4Rs” necessários para que materiais educacionais sejam considerados recursos educacionais abertos: reuso, revisão, remixagem e redistribuição.

E como sempre, surgem pontos do vista do tipo, o professor é resistente a tecnologia, não se interessa pelo novo, etc. Como se o professor fosse culpado por todos os problemas da educação. (Pensando alto: sou educadora, porque raios a sociedade quer que eu seja mãe, psicóloga, babá, etc.)

Gostei particularmente da provocação lançada por José Carlos, quando o mesmo diz que toda escola quer um professor digital, mas na prática quem quer pagar para tê-lo?  Realmente, as intituições de ensino ainda não pararam (e na minha opinião não querem) para discutir, quanto vale o trabalho do professor fora de sala de aula? Que tipo de organização seria necessária para oferecer formação continuada de qualidade? Este tempo estaria contemplado na carga horária de trabalho? Estas são discussões tanto para as escolas públicas quanto as privadas.

E o que dizer da universidades? Uma das participantes presente, destacou a distancia existente entre universidade e escola. Vemos um projetinho aqui, outro ali, mas quando acaba a verba da pesquisa, adeus maricota!

Conclusões? Espaços de diálogo e troca de experiências como este, sempre nos fazem sair mais fortalecidos , com ideias recicladas, com exemplos a serem adaptados e assim voltamos, cada um ao seu ninho e tentamos fazer o melhor… sempre!

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