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Evolução da Gestão do Conhecimento

Gostei muito deste infográfico e muitas indagações vieram à tona. Como é ou como seria a Gestão do Conhecimento em contextos educativos? O que a escola ganharia com isso? Sinceramente não tenho respostas agora, talvez algumas pistas. Questões que me vem à cabeça:

  • Que tipo de conhecimento a escola planeja obter?
  • Qual a forma de consegui-lo e distribuí-lo?
  • Como engajar/motivar as pessoas a compartilharem seu conhecimento?
  • Onde compartilhar o conhecimento? (Intranet? Rede social interna? Grupo online?, etc)
  • Afinal, o que é gestão do conhecimento? (Em um dos trabalhos que fiz no mestrado encontrei esta definição: “processo integrado destinado a criar, organizar, disseminar e intensificar o conhecimento para melhorar o desempenho global da organização“).

Prometo pensar sobre isso e voltar ao assunto apresentando algumas proposições. Enquanto isso, alguém se habilita a sugerir?

Fonte: SocialCast – http://ow.ly/3Lu3m

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  1. 27/01/2011 às 19:27

    Olá Débora,

    Minha dúvida é mais crucial … Conhecimento se gestiona?

    [ ]’s,Carlos Rodrigues

    • 27/01/2011 às 20:21

      Olá Carlos,

      Essa é uma excelente questão e eu também me fiz esta pergunta.

      De toda forma, eu sinto que a escola não “armazena bem” as suas experiências, muitas coisas acabam ficando pelo caminho por puro esquecimento. Já outras, as vezes acontecem na sala ao lado e os outros não tem a mínima ideia do que está acontecendo e poderia ser de interesse de um grupo ao invés de um indivíduo.

      Pensando por aí, qual seria uma estratégia efetiva para que as ações dos professores fossem conhecidas por todos, para quem sabe serem replicadas ou recriadas ou remixadas e quantos “res” mais couberem. Se um professor X sai da escola, o que perdemos com esta saída? Que contribuição dele ficou? Como outras pessoas acessam essas contribuições passada e as transformam?

      São essas coisas que tem me incomodado, eu acho que a escola no geral maneja mal o conhecimento produzido dentro dela e isso que nem cheguei na parte onde penso no coletivo professor-aluno-funcionários.

      Se você tiver mais algum comentário será muito bem-vindo 🙂

      Abraço,
      Débora

      • 30/01/2011 às 17:41

        Olá Débora,
        Destacando em suas reflexões acima:

        “… eu acho que a escola no geral maneja mal o conhecimento produzido dentro dela…” 27/01/2011 Débora Sebriam

        Considero que o conhecimento produzido está nos docentes e naquilo que cada aluno conseguiu absorver.

        A escola no geral maneja mal sim é a informação que circula.Os sistemas de gestão da informação são falhos …

        Julgo que o conhecimento está nas pessoas(dirigentes,docentes,alunos,) e por isso continuo perguntando ….
        “Conhecimento se gestiona?”
        [ ]’s,Carlos

  2. 28/01/2011 às 0:34

    Oi Debora…

    Vou começar olhando para as práticas na escola…

    Professores são contratados por hora/aula, isto significa que eles ganham enquanto estão em classe e não ganham (ou ganha uma fração) quando não estão. Mas o ato de promover a aprendizagem compreende várias etapas, algo como: pesquisar, selecionar material, planejar as atividades de aprendizagem, EXECUTAR A AULA, avaliar os resultados obtidos, elaborar alguma reflexão crítica, ajustar e planejar os próximos passos. Só uma dessas atividades é remunerada, as outras ficam todos por conta do professor. Então, na prática, os espaços de reflexão, pensamento crítico e compartilhamento de idéias, não existem, não são considerados importantes pela sociedade, na medida em que sequer são considerados como trabalho intelectual a ser remunerado. Este é, a meu ver, o primeiro ponto. Sem olhar seriamente para ele, todos os demais ficam acessórios.
    abs
    Daisy

    • 30/01/2011 às 16:46

      Olá Daisy,

      Você é sempre acertiva em suas análises. Concordo com você e sei de tudo isso, mas me sinto em encruzilhadas. Frente a este cenário o que fazer? Continuar brigando pela valorização e melhores condições de trabalho me parece bem, mas cruzar os braços para outras ações não me parece o melhor caminho.

      Continuarei pensando sobre isso tudo.

      Abraço

      • 31/01/2011 às 23:14

        Acredito que há muita coisa por fazer…diagnosticar quais os verdadeiros gaps de competência é uma delas. Caso contrário ficamos sempre propondo soluções genéricas que não permitem avançar muito. Professores para o século XXI, não podem continuar a ser formados como se fossem dar aulas no século XIX. É preciso trabalhar com novas atitudes em relação ao conhecimento. As teorias de conectivismo deveriam ser muito mais discutidas…mas tem muita gente sonhando com a volta de SKINNER! Acho que o seu blog, sua participação na web, assim como a de muitos outros educadores é parte da mudança. Contaminação é uma estratégia importante.

  3. 31/01/2011 às 23:41

    Oi Carlos,

    Sim você tocou em um ponto chave, falamos de capital intelectual! O capital intelectual de uma empresa ou no caso um colégio está nas pessoas, mas o problema é que na maioria das vezes ele continua na pessoa. Pensando nisso, viajei pelos meus pensamentos, onde seria um “bom local” para registrar estas informações? Como motivar as pessoas a contribuir com suas experiências para que outras pessoas que tem as mesmas dúvidas e/ou anseios possam acessar o que foi produzido, reutilizá-lo ou remixa-lo segundo os objetivos propostos para uma nova atividade, com uma turma diferente e por aí vai. Pensando assim, eu creio que sim, conhecimento pode ser gestionado.

    Você deve estar pensando aí, entramos numa briga conceitual, estamos falando de conhecimento ou de informação?… Nem vou entrar neste mérito, não sou uma grande adepta de esmiuçar conceitos.

    Hoje mesmo, conversando com a professora de música ela me contou sobre um projeto maravilhoso que ela e o professor de artes fizeram em conjunto e absolutamente ninguém sabe do que se trata. O produto final do trabalho deles está estampado nos muros internos da escola, obra dos alunos e pessoas que não conhecem o processo chegaram a criticar o que viram ali.

    Ok, sinto que já estou dando voltas, mas de toda forma é maravilhoso ter este espaço de debate e reflexão.

    • 01/02/2011 às 17:02

      Debora,
      Ha algum tempo atrás a “Reengenharia” era a solução para tudo. Deu no que deu …. toda demissão era justificada pela necessidade de reengenheirar os processos da empresas.
      Em seguida veio a Terceirização como solução mágica … e sabemos hoje porque veio….
      Depois a moda da “Qualidade total” … virou febre, todo mundo querendo se certificar …os processos foram engessados e a burocracia dos procedimentos passou a ser o mais importante …a qualidade em si piorou …
      Agora a moda é se falar em “Gestão do Conhecimento” … é vendida por expertos e alguns consultores como a solução para tudo. Aparece como remedio recentemente descoberto para curar todos os males. Será mais um moda passageira?
      Conceitualmente entender a diferença entre dado,informação, conhecimento e saber é fundamental para não ser enganado.
      Na sequência cronologica: BANCO DE DADOS, SISTEMAS DE INFORMAÇÃO, GESTAO DO CONHECIMENTO, …..?….. DO SABER.
      Criar metodologias para se apropriar do conhecimento pessoal em prol do dito Saber maior da instituição, nos tempos atuais me parece um retrocesso.
      As pessoas são possuidoras de seu conhecimento,sua vivência, sua habilidade, sua atitude comportamental em cada situação … por tudo isso creio que fica difícil”gestionar” e manter arquivado como pertence institucional aquilo que é intríseco e pertence a cada pessoa.
      … e continuamos conversando,
      Carlos

  4. 31/01/2011 às 23:50

    Daisy,

    Infelizmente você tem razão, tem gente que morreria pela volta do Skinner na educação (de fato tem gente que faz isso de maneira maquiada). Também gosto muito da teoria do conectivismo e concordo com você que é impossível ignorar as tecnologias educacionais. Me alegra muito poder te contar que esta tal “contaminação” que você citou está acontecendo. Professores que há alguns meses atrás não sabiam anexar arquivos no e-mail, toparam o desafio de aprender fazendo em colaboração e com a ajuda de seus alunos. Este tipo de ação está dando outra cara ao verbo aprender no meu cotidiano e fora que outros professores acabam se motivando porque percebem que ninguém nasceu sabendo e ninguém precisa ser um gênio da computação para mediar uma aula que tenha como meio a tecnologia.

    Complementando o seu pensamento, acho que a participação de todos nós na web é importante e motivante para quem está dando seus primeiros passos.

    É muito legal ver que em poucos comentários aqui, já lançamos várias ideias.

  5. 01/02/2011 às 0:20

    Débora…
    Tenho pensado nesta questão em termos de três eixos básicos de competências, a saber:
    Eixo1 – Temático (refere-se aos conteúdos em si)
    Eixo 2 – Estratégias e procedimentos ( refere-se a atividades que podem ser utilizadas nos processos de aprendizagem, e incluem as atitudes e habilidades necessárias para executá-las, p.ex – coordenar um brain storm, pede uma postura diferente da postura de uma aula expositiva e é preciso dominar a técnica)
    Eixo 3 – Fluência digital – refere-se aos recursos tecnológicos que otimizam e facilitam o desenvolvimento de diferentes atividades de ensino-aprendizagem. As competências do eixo 3 são dependentes das competências do eixo 2. p.ex- é preciso primeiro saber coordenar um debate para depois utilizar um fórum ou um chat de maneira criativa e eficiente; para montar uma apresentação em prezi, é preciso primeiro ter noções de roteiro e construção de narrativas; para fazer um blog, a pessoa precisa valorizar o registro e o compartilhar de idéias in progress, etc. Em outras palavara a ferramenta ajuda, mas sozinha não faz nada.
    O que dificulta o trabalho com a web é esperar que o professor sozinho descubra tudo isso. Ninguém aprende nada na web lendo tutorial, só por ler. É preciso ter um problema para resolver e alguém para dar os primeiros mergulhos juntos, mesmo que seja a distância…ich já falei demais…continuamos na próxima
    abs

  6. 02/02/2011 às 20:59

    Carlos e Daisy,

    Agradeço pelos comentários deixados aqui nessas questões que levantei. Estou pensando em tudo o que vocês falaram.

    Abraço e seguimos conversando pela rede.

  7. Jose Roberto
    29/06/2014 às 13:09

    Ola pessoal, entrei por acaso aqui, achei muito legal o debate. Hoje o capital financeiro entrou em sala fortemente e o protagonista da geração do conhecimento, o professor, continua em hora/aula e os discursos bonito sobre competência, capital intelectual, comprometimento e gestão do conhecimento tem foco estratégico para grupos financeiros, Não a interação do conhecimento aluno e professor, sala hoje entre a 80 a 120 alunos, meu Deus horrível, eu tenho 92 alunos em uma disciplina, não conheço a metade deles…

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