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Archive for the ‘Tecnologia e Educação’ Category

Educaparty vem aí!!!

A Campus Party – um dos maiores eventos de tecnologia chega em sua 5ª edição no Brasil com uma grande novidade: o evento Educaparty.

O Educaparty, que teve sua primeira edição em Valência, na Espanha, é um movimento que visa aproximar a educação dos avanços das recentes inovações em tecnologias digitais. A Fundação Telefônica/Vivo vai levar um grupo de educadores, especialistas, pesquisadores, gestores e universitários das mais variadas cidades brasileiras para vivenciar a intensa programação da Arena e da Área Expo e também participar de uma programação diferenciada, especialmente elaborada para esse público. Professores de sala de aula, gestores técnicos e especialistas na área de Educação e Tecnologia terão a oportunidade de juntos apreciar as atividades e compartilhar suas experiências e desafios durante o evento.

O Educaparty também terá sua própria grade de programação com conteúdos e atividades relacionadas à Educação na Cultura Digital, além de momentos de integração entre os participantes desse movimento.

O evento contará com a presença de Sugata Mitra na sua abertura. Sugata é físico por formação e pesquisador de redes neurais, é uma das personalidades mais originais no campo da educação tecnológica. Desde 1999, desenvolve o projeto Hole in the Wall que tem como objetivo demonstrar os dons inatos de crianças no desenvolvimento de competências em TIC. A iniciativa consiste em instalar computadores nas ruas do interior Índia e de outros países em desenvolvimento e permitir o acesso livre para menores de idade. Professor da Universidade de Newcastle, na Inglaterra, Sugata Mitra diz que as crianças envolvidas no experimento não só aprenderam a usar computadores de uma forma intuitiva, mas melhoraram significativamente seu desempenho acadêmico.

Cultura Livre, professor hacker, games, celulares, mobilidade, participação social, novos espaços de educação, uso responsável da web, inclusão, recursos educacionais abertos, todos estes temas você encontra nos debates e oficinas do Educaparty com a mediação de grandes especialistas das áreas!

Parabéns a toda equipe do Instituto Educadigital (do qual eu faço parte com muita alegria e orgulho) pelo excelente trabalho na curadoria deste super evento!

Eu e a Bianca Santana mediaremos uma oficina sobre Recursos Educacionais Abertos dia 09/02 no Stand de relacionamento da Telefônica. Se você não está no Educaparty, em breve o Instituto Educadigital vai disponibilizar a íntegra da oficina 🙂

Programe-se: de 07 à 10 de fevereiro de 2012, no Anhembi Parque – São Paulo.

Saiba tudo sobre o Educaparty no Portal Educarede.

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Redes Sociais Digitais: como a escola pode (e deve) incorporar esta nova plataforma

As redes sociais digitais são hoje um dos meios mais utilizados na comunicação entre os jovens e adolescentes. Munidos de aparelhos mobile, tablets e computadores, eles trocam informações sobre a agenda escolar e compartilham as atividades dos grupos de estudos. Mais fluentes nesta linguagem que a escola e os professores, os estudantes precisam, no entanto, de mediação que imprima um caráter mais ético e cidadão à experiência. É um novo papel a ser incorporado pelas escolas, que a partir do fenômeno das redes digitais vê a aprendizagem extrapolar, de vez, o espaço da sala de aula.

Não se trata de modismo nem de querer demarcar um diferencial mercadológico sobre a concorrência. O uso das redes sociais digitais pelas escolas tornou-se uma necessidade e mesmo as instituições que ainda não pensaram sobre a questão, podem se preparar, pois, cedo ou tarde, terão que se render ao fato de que jovens e adolescentes se comunicam cada vez mais através de celulares, tablets, de computadores pessoais e com os da própria mantenedora. Por meio das redes, eles compartilham experiências, preferências, dão dicas de jogos, vídeos, músicas, reportagens e imagens. Aproveitam ainda para confirmar as lições escolares, agendar atividades em grupo, trocar informações sobre os trabalhos, distribuir textos, expressar opiniões e expor dúvidas.

“O aluno está numa situação de tecnologia que lhe permite se conectar a qualquer momento, eles próprios trazem portáteis conectados”, anota a coordenadora do Departamento de Tecnologia Educacional do Colégio Dante Alighieri, Valdenice Minatel Melo de Cerqueira. Comemorando seu centenário neste ano e com mais de quatro mil alunos, o Colégio está todo conectado à internet por meio de rede Wi-Fi, incluindo as salas de aula. Está iniciando também um processo de distribuição de tablets aos estudantes do Ensino Médio, em forma de comodato.

Mestre e doutoranda em novas tecnologias aplicadas à educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, professora de pós-graduação na Universidade Mackenzie, Valdenice lidera uma equipe no Colégio Dante que tem a função de formar professores, promover a sinergia entre suas propostas pedagógicas e a aplicação desses recursos, bem como mediar o uso desses canais na aprendizagem e nos projetos interdisciplinares dos alunos. Implantado há pouco mais de dez anos, o Departamento tem auxiliado a comunidade escolar a construir uma nova postura digital, tanto para o uso pedagógico das ferramentas e quanto para as relações interpessoais.

Para outra professora especializada na área, Débora Sebriam, do Centro Educacional Pioneiro de São Paulo, o grande diferencial que as redes sociais digitais potencializaram sobre a tecnologia de informação foi a possibilidade de interação “de pessoas com as pessoas e não de pessoas com as máquinas”. Segundo Débora, as redes sociais digitais são hoje o recurso mais utilizado pelos alunos como forma de comunicação com o grupo. “É um meio natural para eles, pois se sentem muito mais à vontade, é uma comunicação mais dinâmica, participativa e que permite a interação. Eles se colocam mais que na sala de aula, expõem a opinião sem medo de retaliação, pois consideram as redes um espaço mais amigável.” Assim, elas “agregam bastante no contato, na aproximação com o aluno e no próprio processo pedagógico”, acredita Débora, responsável pela Tecnologia Educativa do Pioneiro e mestre em Engenharia de Mídias.

Três razões para aderir às redes

O engajamento das escolas se encontra ainda em fase embrionária, avalia Eduardo Cardoso Junior, diretor de Tecnologia Educacional do Grupo Aymará, engenheiro eletrônico pós-graduado em Teleinformática e em Gerência de Projetos. Mas segundo ele, não haverá como fugir das novas plataformas. “A escola está buscando informações sobre isso, está sentindo necessidade de entender, porém ela ainda tem um pouco de medo da exposição.” Conforme Eduardo, há, na verdade, três fortes motivações para a adesão: “As redes sociais facilitam a comunicação, proporcionam aprendizagem colaborativa e oferecem oportunidade para exercitar a ética e a cidadania digital. Essa é a mais importante, porque o aluno já está na rede, o que leva a escola a ter que incorporar um novo papel, que está dentro das competências do século XXI. Talvez a escola nunca tenha tido uma ferramenta que facilitasse tanto a comunicação aluno – aluno, aluno – professor. Por exemplo, há uma dinâmica única para a discussão histórica no Twitter, ferramenta que está mais próxima do dia a dia do aluno, que faz com que ele reflita sobre o que está escrevendo. Ou seja, quando a escola adere às redes, ela cria espaço e oportunidade para um uso crítico, nisso ela exerce a função de formar ética e criticamente o aluno.”

Entre as escolas que aderiram, observam-se dois principais movimentos: um mais espontâneo, de iniciativa do professor ou de um grupo de estudantes, outro institucional. No Dante Alighieri, há perfis oficiais e também de grupos de estudos e de projetos extracurriculares publicados no Facebook. O Pioneiro, por sua vez, ainda não aderiu de maneira institucional. Mas alunos e professores acabaram criando seus espaços em redes como o Facebook. Também no Colégio Joana D’Arc, localizado no bairro do Butantã, em São Paulo, docentes e alunos criaram perfis na rede, por iniciativa própria. É o caso do professor de História Rodrigo Abrantes da Silva, que vem mediando o Grupo Paratodos, do 3º ano do Ensino Médio, no Facebook. A previsão era encerrar a experiência ao final do mês de novembro, mas os alunos pediram que se mantivesse a página aberta, mesmo que inativa.

Professor curador e mediador

O foco deste grupo é o ensino de História, com a publicação de textos, vídeos e comentários, sob a moderação do professor. Mas qualquer um dos 33 alunos inscritos no grupo pode publicar o material que quiser. “É um ambiente virtual onde disponibilizo e desdobro materiais trabalhados em aula ou onde também surgem questões que retomo em aula.” Rodrigo observa que a experiência gera reflexos positivos sobre os trabalhos em sala de aula, “pois você sai de um modelo de educação centrado na relação vertical e vai para o modelo de rede, a informação vai se disseminando e isso mobiliza no aluno mais motivação para o aprendizado”. As regras de uso não estão expressas em papel, mas, segundo Rodrigo, “existe uma ética, nunca tive que fazer intervenção, pois desde o princípio ficou claro qual seria a finalidade do grupo”. O professor fica conectado o tempo todo, recebendo publicações via celular.

O fenômeno projeta outro papel e demanda mais disponibilidade dos docentes. Para Eduardo Cardoso, do Grupo Aymará, o professor se transforma em “mediador do debate e curador do conteúdo”, no sentido que ele deve “organizar, orientar e zelar” pelos interesses da aprendizagem. Valdenice Minatel, observa, por sua vez, que “o professor está se reinventando para trabalhar isso em sala de aula e quando se sentir pronto, ainda correrá o risco de ser superado por outra nova tecnologia”. Valdenice propõe trazer o próprio aluno para deixar sua contribuição, já que ele tem mais disponibilidade para desenvolver fluência em mídias digitais. Ao professor, comenta, fica a dica de procurar entender e explorar a “essência de cada ferramenta, como o Twitter, que com seus 140 caracteres mobiliza diferentes habilidades, como o poder de síntese e a melhora da argumentação, o que traz reflexos positivos, por exemplo, na Matemática”.

Cuidados e mudanças indispensáveis

Caso não haja esse envolvimento, a adesão às redes corre o risco de ficar ”no oba oba” e, em lugar de favorecer a aprendizagem, “aprofundar alguns problemas que podem sim ser gerados por elas, como a invasão de privacidade, a confusão entre o público e o privado, o imediatismo, a extinção do tempo de esperar para falar, a falta do convívio mais presencial, a ausência de construção argumentativa e de sentido. Afinal, o que nos acrescenta simplesmente publicar que ‘vou comer’? Não podemos banalizar esse mural”, pondera Valdenice. Nesse sentido, Débora Sebriam deixa um alerta aos professores: é preciso cuidado para não confundir perfis pessoais, que expõem fatos de sua vida privada, com o profissional. Também nas páginas coletivas não deve haver espaço para brincadeira, sugere Débora, questionando “quais seriam as consequências de se falar uma besteira em grupo”?

Isso não significa, por outro lado, que deve haver controle sobre o que pode ou não ser publicado, sob pena de prejudicar o caráter colaborativo das redes. Os especialistas concordam, porém, que deve haver diretrizes para este uso, discutidas e definidas coletivamente. “Pode até ser em documento impresso, desde que se mantenha aberto e colaborativo, pois ele deve se adaptar conforme acontecem as mudanças”, pontua Débora. No Dante Alighieri, o Departamento de Tecnologia coordena o projeto e-Cidadão, que através de palestras, fóruns, publicações etc., voltadas a alunos, professores e demais funcionários, promove a “formação para uso ético e seguro da internet”, afirma Valdenice Minatel.

De qualquer forma, a partir do momento em que está na web, em rede, a troca de informações de um grupo deve ser acompanhada por um mediador, em geral, o professor, o qual precisaria de uma disponibilidade mínima de três horas diárias para atender a essa nova demanda, observa Débora Sebriam. Um único grupo no Facebook, segundo ela, exige no mínimo o acompanhamento de uma hora diária, o que deixa outro grande desafio às escolas e professores: “é necessário organizar de outra forma o trabalho docente”. Segundo Débora, “o próprio professor precisa perceber que o sistema hora/aula não cabe mais nessa nova realidade”.

*Artigo publicado na Revista Direcional Escolas – Edição 74 – dez 2011.

Texto de Rosali Figueiredo

Entrevista ao Zuggi

Compartilho com vocês entrevista dada ao blog Zuggi e como sempre estou aberta a sugestões e críticas 🙂

Parte 1 – falo sobre tablets, segurança na internet e Recursos Educacionais Abertos.

1) Como as novas tecnologias podem contribuir para a educação dos alunos?

A tecnologia sozinha não muda nada. Sem mudarmos o modelo autoritário e unilateral que perdura há tempos na educação, o que ocorrerá é uma extensão do meio tradicional de ensino também para o “meio tecnológico”. Temos que ter em mente que a tecnologia potencializa as relações humanas e as trocas advindas desta relação é que gera o conhecimento e não propriamente o uso de uma tecnologia específica.

A educação é (ou deveria ser) um processo que dura toda a vida e não somente os anos obrigatórios de escola. A tecnologia na escola permite fazer essa ponte, trabalhar com os conteúdos de forma mais dinâmica, gerar o protagonismo dos alunos, possibilitando a interação entre eles e professores dentro e fora dos muros da escola, dando significados reais ao cotidiano e não somente para um fim específico que “morre” ao término do trabalho.

2) Sabemos dos perigos da internet para a formação e informação dos alunos. Quais cuidados um professor deve ter para utilizá-la em sala de aula?

Este é um tema super importante e muitas vezes esquecido ou simplesmente ignorado pelas escolas, acredito que isto ocorre devido a falta de informação e de um consenso sobre de quem é este papel, família ou escola? Eu diria que a responsabilidade é de todos. Acho que o tema sobre uso seguro da internet e telas digitais deveria ter lugar privilegiado nas instituições de ensino, assim como, penso que as famílias têm que despertar para a importância de orientar seus filhos e não transferir a responsabilidade toda para a escola. Mas como educar para o bom uso das telas digitais quando não sabemos como intervir, seja por falta de formação ou conhecimento sobre o assunto? Vou tentar dar algumas dicas baseada na minha experiência.

Atualmente, desenvolvo no Centro Educacional Pioneiro o projeto Comportamento, Segurança e Ética na Internet. Este projeto teve início em abril de 2011 e está estruturado em 3 fases:

  • Fase 1: sensibilização (debates com alunos, professores e pais)
  • Fase 2: produção de conteúdo (alunos autores criarão cartazes, folders, blogs, vídeos, sites e todo tipo de mídia da ESCOLHA DELES)
  • Fase 3: disseminação (estamos estudando licenciar todo material em Creative Commons e compartilhar na rede)

Nós completamos a fase 1 este ano, integrando e chamando a participação toda a comunidade escolar: alunos, professores e famílias! Esta fase se baseou no debate, eu trouxe exemplos e questões norteadoras adequadas a cada faixa etária, nesta fase todos tinham o direito a palavra, a esboçar suas opiniões, o conhecimento foi construído colaborativamente. Vejam que é muito diferente de dar uma palestra, nosso processo não é unilateral e nem centralizador, ele é baseado no grupo e no compartilhamento!

Nestas dinâmicas que chegaram a durar 3 horas seguidas sem que ninguém sequer esboçasse vontade de ir embora, nós falamos sobre alguns temas gerais como:

  • Compartilhamento de dados pessoais,
  • Privacidade,
  • Mundo real x mundo virtual,
  • Comportamento nas redes sociais,
  • Compartilhamento de imagens e vídeos,
  • Videogames e games online,
  • SMS,
  • Sexting,
  • Uso da Webcam,
  • Ciberbullying,
  • Cidadania online.

Para introduzir todos estes assuntos pesquisei os “memes” e “virais” que os alunos tanto falam pelos corredores, editei um vídeo com as pessoas (crianças, adolescentes e adultos) que caíram nas redes por descuido ou vontade própria e trabalhamos com exemplos práticos que ocorreram nas redes sociais e que são conhecidos de todo adolescente conectado. Fizemos o exercício de nos colocar no lugar do outro e pensar sobre nossos sentimentos em relação às situações abordadas para trabalhar questões como respeito, ética e solidariedade, assim como falamos das vantagens e perigos ocultos nas interfaces e ferramentas mais usadas por eles.

Para chegar a este modelo consultei materiais pré-fabricados que trazem informações gerais e que aconselho a todos que precisam de informações iniciais sobre o assunto, como:

Cartilha da Safernet: http://www.safernet.org.br/site/prevencao/cartilha/safer-dicas

Internet Responsável: http://www.internetresponsavel.com.br

Cartilha da OAB: http://www.oabsp.org.br/comissoes2010/crimes-alta-tecnologia/cartilhas

Criança mais Segura: http://www.criancamaissegura.com.br/cartilhas.php

Proyecto Centinela: http://www.proyectocentinela.com/

Pantallas Amigas: http://www.pantallasamigas.net/

Acho que não existe receita de bolo, faça uma pesquisa inicial com seus alunos, descubra as redes e ferramentas que usam e participam, descubra com eles o que é assunto no momento e porque eles se interessam por eles, trace o perfil sobre quem é seu aluno no mundo digital e o que eles consomem e produzem, integre-se! Acho que este é o melhor ponto de partida.

3) Já existem escolas nos EUA que aboliram os livros didáticos, ou melhor, colocaram todos eles nos tablets  dos alunos. Você acredita que isso se tornará uma tendência aqui no Brasil também? Os livros de papel se tornarão peças de museus?

Essa parece ser uma tendência não somente para o Brasil, mas para a grande parte dos países. A Índia, por exemplo, anunciou há algumas semanas tablets muito baratos para serem distribuídos nas suas escolas, já no Brasil, o governo prometeu isenções fiscais significativas para facilitar o acesso. Apesar de facilidades de acesso estarem em prioridade, quando se trata de livro didático acredito que no Brasil as duas versões vão coexistir por muito tempo ainda, nós ainda “precisamos” do papel.

Uma questão importante também quando pensamos em livro é pensar na produção destes materiais. As grandes editoras brasileiras estão trabalhando para oferecer versões digitais com alguns recursos adicionais de seus livros impressos, mas pelo menos por enquanto, não sinto que estão descartando a venda de material impresso.

Outro ponto importante é que não deveríamos ser meros consumidores de material didático, eu acredito e aposto na produção colaborativa de professores e alunos. Imagine escolas que compartilham e remixam seus próprios materiais educacionais para atender suas demandas internas e regionalidades, fortalecendo o acesso e a distribuição do conhecimento e da cultura livre? Estou falando aqui da filosofia dos Recursos Educacionais Abertos, que são basicamente quaisquer materiais educacionais que possam ser alterados, remixados e compartilhados livremente por qualquer pessoa, incluindo professores e alunos, que podem deixar de ser meros consumidores de informação para se tornarem autores e contribuidores na produção e disseminação do conhecimento.

Parte 2 – falo sobre meu “modelo ideal” de escola e como é possível implementar as novas tecnologias dentro da sala de aula com a ajuda dos próprios alunos.

1) Você acha que um professor que hoje em dia não utiliza a internet em sua metodologia de ensino está defasado em relação aos outros?

Eu acredito que não usar tecnologia como meio pedagógico é estar ignorando o mundo como ele é fora dos muros da escola! Pensemos nas nossas ações, no nosso trabalho, a forma como pagamos nossas contas e fazemos compras, nas novas formas de comunicação, todas essas pequenas ações são mediadas pela internet e por diferentes telas digitais (computadores, celulares, videogames, tablets). Para muitas crianças, a escola é o local onde dão seus primeiros passos no mundo digital e a habilidade de entender e usar a internet também como meio de aprender e compartilhar é essencial em tempos de cultura digital. Eu concordo com o argumento que em nível de políticas públicas efetivas para a educação e o provimento de educação continuada é ineficiente, de fato. A formação para uso de tecnologia na escola está longe do ideal, mas não podemos nos esconder atrás do rótulo: “estão me obrigando a usar tecnologia na escola e eu não tenho nada com isso”. Não é só o professor que tem novas demandas no trabalho, o caixa do supermercado, o bancário, o atendente da padaria, todas as classes trabalhadoras têm novas exigências em relação ao trabalho e a adoção de tecnologia.

2) Como seria, em sua opinião, o modelo ideal de escola e ensino?

Não existe (ou não deveria existir) receita de bolo, vivemos em um país de proporções continentais e as regionalidades e limitações de cada local devem ser levadas em conta e superadas.

Acredito em alguns pontos básicos que poderíamos chamar de “diretriz comum”. A escola ideal pra mim é aquela que valoriza seu aluno como protagonista, é a escola em que o professor não é mais o centro do conhecimento, é a escola em que professores e alunos são parceiros na construção da aprendizagem, a responsabilidade é compartilhada e todos encontram seu papel.

3) Para as escolas que ainda não introduziram as ferramentas tecnológicas em seus programas pedagógicos, quais seriam os primeiros passos para que elas comecem a utilizar tecnologia para o aprendizado de seus alunos?

Existe uma diferença enorme entre ter tecnologia na escola e usar tecnologia na escola como meio pedagógico. O simples uso de tecnologia sem mudanças metodológicas não resultará em inovação e pouco vai adicionar ao processo de aprendizado.

Muitas vezes reclamamos que na nossa escola não temos apoio técnico, que é difícil “domar” a máquina, mas acredito que é preciso ter em mente que a escola está cheia de “experts”, que sabem resolver alguns problemas ou que se sentiriam extremamente desafiados a buscar soluções: seus alunos! Mais uma vez retornamos à ideia de alunos e professores trabalhando juntos na resolução de desafios, na construção do conhecimento e na participação ativa no processo educativo.

Também já comentamos que nem sempre recebemos formação continuada para nos aventurarmos por campos desconhecidos, como o uso pedagógico das novas tecnologias e das telas digitais. Existe solução? Existe!

Os novos processos comunicacionais e o aprendizado descentralizado que a internet proporciona pode ajudar você, professor, e tomar pouco tempo da sua rotina diária! Você ainda pode não ser um especialista na inovação de seus processos metodológicos com uso de tecnologia, mas pense bem, você certamente é um usuário. Provavelmente você tem e-mail, já viu ou pesquisou um vídeo no Youtube, usa algum comunicador instantâneo para falar com seus parentes e/ou amigos distantes, participa de alguma rede de relacionamento como Orkut ou Facebook. Todas estas redes são habitadas também por outros educadores que tentam tirar proveito delas para aprender e também ensinar. Estes educadores compartilham em rede seus acertos e erros e colaborativamente buscam melhorar. Experimente fazer parte destes grupos de pessoas que vêm de todos os cantos do país, vou citar algumas boas possibilidades das quais participo:

  • Grupo de Estudos Educar na Cultura Digital: já reúne mais de 2000 educadores que aprendem em rede, formando um verdadeiro coletivo virtual de educadores. Você pode participar pelo ambiente interativo do grupo, pelo Twitter, Youtube e Orkut.
  • No Facebook existem grupos fantásticos e super ativos que discutem tecnologia e educação como: A Cultura Digital e a Formação de Professores, Recursos Educacionais Abertos, Filtros Educação & Aprendizagem XXI, entre outros.
  • No Twitter você pode seguir hashtags como #ECDigital, #eadsunday, #culturadigital #reabr
  • Portal Educarede Brasil: você encontra uma infinidade de exemplos de projetos bem sucedidos desenvolvidos por professores como você, além de uma vasta biblioteca de recursos que podem ajudar a sua aula e também oferta de cursos online.

Os professores e escolas não estão sozinhos nesta caminhada, além destes espaços existem inúmeros outros que você vai descobrindo conforme navega e conforme se relaciona com seus pares.

Cultura Digital: o que os jovens acham disso tudo?

Lucas Gil, aluno do 2º ano do ensino médio do Centro Educacional Pioneiro, participou no dia 03/11/2011, da TV Web do Grupo de Estudos Educar na Cultura Digital.

O Grupo de Estudos Educar na Cultura Digital foi criado para apoiar educadores interessados em trocar experiências e debater com colegas de todo o Brasil sobre os desafios que as inovações tecnológicas da atualidade trazem para o cotidiano de ensino e aprendizagem na escola.

O tema do programa foi Cultura Digital: o que os jovens acham disso tudo?Lucas participou do programa juntamente com Angélica Nascimento, jovem que participa do Núcleo de Arte e Comunicação (NAC) do Projeto Organismo Comunicação e Arte (OCA). Ela media grupos de trabalho no Projeto OCA e faz mobilização popular por meio de divulgação direta nas redes sociais para o evento comunitário “Café na Oca”.

Confira o programa na íntegra.

Entrevista ao Utilizando Mídias na Educação

Compartilho aqui uma entrevista que dei ao blog Utilizando Mídias na Educação, a pedido da minha querida amiga Fernanda Tardin.

Sugestões, comentários e críticas construtivas são sempre bem-vindas 🙂

Fernanda Tardin: Sabemos que a simples utilização da Tecnologia na Educação sem mudanças inovadoras na metodologia, não trará mudanças significativas ao aprendizado. O que diria aos professores nesse sentido?

Débora Sebriam: É fato que os tempos mudaram, a tecnologia está incorporada na vida das pessoas. Todos fomos “obrigados” a nos adaptar as novas demandas e com a educação não deve (ou não deveria) ser diferente. É importante ter em mente que uma aula tradicional tendo a tecnologia como meio dificilmente despertará o interesse e engajamento dos alunos. Diria aos professores para se desapegarem de velhas práticas e focarem na produção, trabalhar na perspectiva do aluno como autor. Estar atento as mídias que os alunos tem acesso e estão inseridos é um bom começo. À partir do momento que os alunos tem um problema para resolver em equipe, o processo é significativo e o engajamento é natural. Desta forma, saímos do velho esquema de centralização no professor e o foco passa a ser o aluno. Professores e alunos devem ser parceiros da aprendizagem!

Fernanda Tardin: “Redes Sociais são utilizadas como estratégia de ensino por professores.” O que pensa a respeito? As chamadas redes sociais tem se mostrado espaços de grande potencial pedagógico.
Débora Sebriam: Temos vários exemplos no ensino superior do uso das redes sociais como mais um espaço educativo que dá certo! Podemos citar o exemplo da universidade que ofertou um curso inteiro pelo Facebook, ou o caso do professor que usou o Twitter para driblar a greve na universidade, onde todos estavam impedidos de acessar o campus. Estes exemplos se tornam escassos quando pensamos no ensino básico. No caso particular da Educação Básica, sabemos que as crianças e adolescentes cada vez mais cedo ocupam estes espaços, e também sabemos que o objetivo principal deles ao fazer parte destas redes é o relacionamento  e o lazer. Propor atividades pedagógicas dentro de um espaço que é uma linguagem natural destes jovens pode ser muito interessante, mas acho que algumas precauções devem ser tomadas:
  • É importante decidir junto com os alunos a proposta, eles devem se sentir integrados, confortáveis e desafiados a experimentar novas formas de aprender.
  • Outra questão, é não esquecermos que somos escola, e portanto, acho importante respeitarmos a idade mínima de classificação para o acesso as redes. Uma coisa é uma criança menor de 13 anos ter o consentimento dos pais para usar espaços como Orkut e Facebook, outra coisa é a escola, enquanto instituição, ignorar estas regras.
  •  Aconselho a todos os professores que decidirem se aventurar por esses novos campos de experimentação pedagógica criar um perfil “profissional”, ou seja, um perfil específico para atuar com os alunos neste espaço, particularmente, sou contra misturar o perfil pessoal do professor com os alunos nas redes sociais. Imagine seus alunos adolescentes comentando suas fotos da praia, das festas que você frequenta? As pessoas tem uma certa tendência de divulgar muitas informações pessoais e privadas nas redes sociais e qualquer descuido pode gerar um enorme desconforto.
  • É a primeira vez que sua turma vai usar redes sociais para aprender? Vejo aqui uma excelente oportunidade para se introduzir trabalho com  exemplos de bons e maus usos das redes. Faça uma pesquisa e veja o que já foi realizado com a rede que você escolheu, selecione os bons exemplos, como campanhas de doação de sangue, campanhas contra a corrupção, exemplos de uso pedagógico e também apresente “casos”  do mau uso das redes e suas consequências. Todos os dias temos novas notícias de pessoas que extrapolaram o bom senso, que ofenderam outras pessoas, que incitaram o ódio, etc. Trabalhar o uso seguro das telas digitais cabe em toda e qualquer disciplina do currrículo escolar. Tenho trabalhado com meus alunos usando esta dinâmica e os resultados são muito motivadores, eles se interessam, tem oportunidade de falar, de refletir e de debater com seus iguais. Aqui eles estabelecem as regras!
Sei que estou parecendo pessimista, mas não é nada disso! Acredito que as redes sociais são espaços dinâmicos e propícios para o desenvolvimento de atividades pedagógicas. Acho que temos um campo aberto para experimentar, errar, trabalhar o erro, acertar e compartilhar estas experiências.

Fernanda Tardin: Muitas pessoas associam o uso de jogos educativos e outros recursos midiáticos a “bagunça”, “falta de conteúdo”, “brincadeira”, “irresponsabilidade”.  Quais as suas ponderações sobre a questão?
Débora Sebriam: Este é um mito que acredito estar sendo quebrado, entretanto, muitas pessoas pensam assim e se analisarmos mais profundamente, a escola tem como triste histórico separar a aprendizagem do prazer! É fato que muitos pais e professores tem em mente que os games são mero passatempo, que servem para ocupar tempo livre e alguns os veem como catalisadores de violência.
Façamos uma analogia, os jogos tradicionais e os games eletrônicos são construídos com os mesmos elementos estruturais (cenários, estratégia, regras, objetivos, etc), entretanto, as brinquedotecas são bem aceitas e apreciadas dentro de uma instituição escolar, já os games eletrônicos é outro departamento. Agora pense na cultura digital e a grande barreira ainda existente para entrada de tecnologia na escola. Pensou? Pois então, acho que estes conceitos estão interligados, mas é pura opinião pessoal.
Na minha opinião, os games, sejam eles classificados como educativos ou não, tem grande potencial pedagógico, mesmo aqueles que apresentam cenas fortes de violência, o que importa é sua proposta de uso. Evidentemente, ao escolher um game para desenvolver uma atividade pedagógica, é preciso ter claro quais os objetivos a serem atingidos, qual o tipo de avaliação que será empregada e se o conteúdo do game é adequado a idade da sua turma. Um game pode ser usado de diversas formas, você pode fechar um conteúdo específico como forma de feedback, é possível também iniciar e desenvolver todo um assunto com um game ou vários games intercalados, tudo depende do seu planejamento.
Os games oferecem como vantagem o engajamento natural dos alunos com este tipo de interface, promovem improvisação e descoberta, desafio, o desenvolvimento de estratégias, interação, participação, colaboração, aprendizagem com o erro, aprendizagem lúdica, imersão.É importante ter em mente que os games são narrativas exploradas pela maioria das crianças e adolescentes e isso se dá independente de nível sócio-ecônomico! Você não joga somente usando os famosos (e caros) consoles ou os vídeogames portáteis. É possível jogar online no seu computador, nos tablets e também pelos celulares/smartphones. Notem que quando pensamos em games temos a opção de jogar em diferentes telas digitais e pelo menos uma delas o brasileiro possui em larga escala e cada vez mais cedo, falamos aqui dos celulares! Vejo uma gama enorme de possibilidades educacionais.
Fernanda Tardin: Quais as características essenciais de um professor de sucesso, nos dias atuais?
Débora Sebriam: Eu acho que o professor de sucesso é aquele que se considera e age como eterno aprendiz! Foi-se o tempo em que o professor era a fonte de conhecimento e informações. Atualmente, nós temos novos desafios e na minha opinião um novo papel social.

Fernanda Tardin: Em sua opinião quais as principais orientações que os estudantes precisam receber, dos professores e responsáveis, em relação a sua segurança na internet?
Débora Sebriam: Este é um tema super importante e muitas vezes esquecido ou simplesmente ignorado pelas escolas. Acho que este tema deveria ter lugar privilegiado nas instituições de ensino, assim como, penso que as famílias têm que despertar para a importância de orientar seus filhos e não transferir a responsabilidade toda para a escola. Mas como educar para o bom uso das telas digitais quando não sabemos como intervir, seja por falta de formação ou conhecimento sobre o assunto? Vou tentar dar algumas dicas baseada na minha experiência.
Atualmente, desenvolvo no Centro Educacional Pioneiro (escola particular de São Paulo) o projeto Comportamento, Segurança e Ética na Internet. Este projeto teve início em abril de 2011 e está estruturado em 3 fases:
  • Fase 1: sensibilização (debates com alunos, professores e pais)
  • Fase 2: produção de conteúdo (alunos autores criarão cartazes, folders, blogs, vídeos, sites e todo tipo de mídia da ESCOLHA DELES sobre o assunto)
  • Fase 3: disseminação (estamos estudando licenciar todo material em Creative Commons e compartilhar na rede)
Nós completamos a fase 1 este ano, integrando e chamando a participação toda a comunidade escolar: alunos, professores e famílias! Esta fase se baseou no debate, eu trouxe exemplos e questões norteadoras adequadas a cada faixa etária, nesta fase todos tinham o direito a palavra, a esboçar suas opiniões, o conhecimento foi construído colaborativamente. Vejam que é muito diferente de dar uma palestra, nosso processo não é unilateral e nem centralizador, ele é baseado no grupo e no compartilhamento!
Nestas dinâmicas que chegaram a durar 3 horas seguidas sem que ninguém sequer esboçasse vontade de ir embora, nós falamos sobre alguns temas gerais como:
  • Compartilhamento de dados pessoais,
  • Privacidade,
  • Mundo real x mundo virtual,
  • Comportamento nas redes sociais,
  • Compartilhamento de imagens e vídeos,
  • Videogames e games online,
  • SMS,
  • Sexting,
  • Uso da Webcam,
  • Ciberbullying,
  • Cidadania online.
Para introduzir todos estes assuntos trabalhei com a linguagem dos alunos: o Internetês. Pesquisei os “memes” e “virais” que os alunos tanto falam pelos corredores, editei um vídeo com as pessoas (crianças, adolescentes e adultos) que cairam nas redes por descuido ou vontade própria e trabalhamos com exemplos práticos que ocorreram nas redes socias e conhecidos de todo adolescente conectado. Fizemos o exercício de nos colocar no lugar do outro e pensar sobre nossos sentimentos em relação as situações abordadas para trabalhar questões como respeito, ética e solidariedade, assim como, falamos das vantagens e perigos ocultos nas interfaces e ferramentas mais usadas por eles. Também consultei profissionais ligados a segurança da informação e advogados para tabalhar desde o ponto de vistas das leis, todo esse contato se deu de forma voluntária através das redes sociais, mas sempre integrado aos exemplos práticos trabalhados com os alunos, professores e pais.
Para chegar a este modelo consultei materiais pré-fabricados que trazem informações gerais e que aconselho a todos que precisam de informações iniciais sobre o assunto, como:
Acho que não existe receita de bolo, faça uma pesquisa inicial com seus alunos, descubra as redes e ferramentas que usam e participam, descubra com eles o que é assunto no momento e porque eles se interessam por eles, trace o perfil sobre quem é seu aluno no mundo digital e o que eles consomem e produzem, integre-se! Acho que este é o melhor ponto de partida.


Fernanda Tardin: Fale um pouco sobre seu envolvimento com o Grupo de Estudos Educar na Cultura Digital.

Débora Sebriam: Considero o Grupo de Estudos Educar na Cultura Digital um marco na minha carreira e na minha vida. Eu tinha poucos meses de atuação com tecnologia educacional, muitas ideais, muita produção e uma necessidade absurda de debater e compartilhar com meus pares. Foi no Grupo de Estudos que eu encontrei este espaço e as pessoas que tinham os mesmos anseios, dúvidas, medos, motivações, foi da minha troca com este grupo de pessoas incríveis que nasceram grande parte dos meus projetos. No Grupo de Estudos todo mundo tem voz, desde a pessoa que está começando a trilhar seu caminho no mundo da cultura digital até às que têm mais experiência. Essa troca é muito rica, motivadora e realmente muda as pessoas em relação ao seu trabalho, em relação ao entendimento do que é ser professor em tempos de cultura digital. Atualmente eu faço parte da equipe, sou a mediadora de redes sociais e considero uma honra enorme fazer parte de um projeto tão incrível como este. Convido a todos para conhecerem e participarem!

Reprodução: Utilizando Mídias na Educação

Educação, Cultura e Recursos Abertos: compartilhando conhecimentos através de fronteiras

Ocorrerá na UNICAMP, no auditório da Faculdade de Ciências Médicas (FCM), o Simpósio Internacional Educação, Cultura e Recursos Abertos: compartilhando conhecimentos através de fronteiras, nos dias 27 e 28 de outubro.

Este simpósio tem como objetivo discutir dois temas interligados. O primeiro é a produção de recursos digitais, partindo do movimento Recursos Educacionais Abertos (REA). Este engloba princípios de design, disseminação, acesso e inovação focando na liberdade de uso e reuso de conteúdo. No âmbito do ensino, é importante questionar como docente e alunos fazem uso e produzem recursos educacionais e de material didático. Até onde é possível se pensar na necessidade da tradução e/ou adaptação cultural destes recursos prêt-à-porter para “nossa” sala de aula, e a possibilidade real de o fazermos? Temos interesse em reutilizar o que está disponível na Internet? O movimento tem levado a questionamentos sobre o autor e direitos autorais, formatos abertos, e protocolos e padrões para livre troca de informações.

O segundo é a disseminação e inserção destes recursos em espaços que fomentem a equidade de acesso e liberdade de aprendizado para todos fazendo uso das mais variadas tecnologias de informação e comunicação (como a Internet). Já em um patamar que pressupõe a participação ativa do usuário, e se espera que ele transforme estas informações democraticamente acessadas em conhecimento, como pensar este uso? Como agregar, identificar, organizar e disponibilizar esta produção e esta autoria? Para tanto, se propõe um diálogo entre o acesso a informação, a produção de recursos abertos e políticas de desenvolvimento e arquivamento em repositórios ou bibliotecas digitais.

As inscrições podem ser realizadas aqui.

Fonte: Reprodução Educação Aberta

Comportamento, Segurança e Ética na Internet: uma abordagem necessária na escola

Participei em 29 e 30/09 do 1º. Seminário de Direito Eletrônico na Tríplice Fronteira em Foz do Iguaçu. O objetivo do seminário foi prover um ambiente para exposição e discussão multidisciplinar dos temas mais atuais do Direito Eletrônico, tendo a participação de governantes, juízes, promotores, advogados, empresários, profissionais, pesquisadores, educadores e acadêmicos.

Foram debatidos no seminário assuntos como a sociedade da informação, seus benefícios e perigos, a importância do Direito nesse ambiente dinâmico e pouco conhecido, os crimes de alta tecnologia e procedimentos ilícitos no mundo virtual, o processo eletrônico, o monitoramento eletrônico de presos, a segurança da informação, o consumidor eletrônico, as redes sociais, o impacto das novas tecnologia como o IPv6 e o Plano Nacional de Banda Larga, o papel da educação, analfabetismo e o caos digital, a ética e o comportamento na internet, a perícia técnica e a produção de provas eletrônicas e muitos outros temas essenciais para a vida pessoal e profissional na próxima década.

Compartilho com vocês o apoio visual que usei para minha palestra, onde fui contar um pouco do projeto que desenvolvo no Centro Educacional Pioneiro. Nosso projeto é dividido em 3 fases:

  • Fase 1: sensibilização (debates com alunos, professores e pais)
  • Fase 2: produção de conteúdo (alunos autores criarão cartazes, folders, blogs, vídeos, sites e todo tipo de mídia da ESCOLHA DELES)
  • Fase 3: disseminação (estamos estudando licenciar todo material em Creative Commons e compartilhar na rede)

Agenda do Evento

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