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Licenças flexíveis: como e por que usá-las em blogs voltados à educação

Com as plataformas de blogs evoluindo, tornando-se extremamente amigáveis, e com o uso das TICs sendo percebido positivamente nos contextos educacionais, os blogs se difundiram entre educadores, que agora descobrem os outros aspectos relacionados ao mundo virtual e à blogosfera, a exemplo das licenças, uma vez que propriedade intelectual é assunto dos mais relevantes nesse contexto.

Como disponibilizar o seu conteúdo e definir qual será o grau de liberdade que você sugere aos que quiserem usar o conteúdo que você criou? No Brasil e no mundo, as licenças flexíveis, que têm no Creative Commons a bandeira mais conhecida, ganham espaço em diversas áreas, inclusive na educação. Sugerem e estimulam que os conteúdos – independentemente do formato em que estejam: vídeo, texto, áudio – devem estar à disposição para serem úteis à ampliação e difusão do conhecimento.

O CreativeCommons, a partir de seis modelos de licença, representa uma mudança de paradigmas. Em vez do “Todos direitos reservados” propõe que se adote o “Alguns direitos reservados”. Confira abaixo:

As seis licenças CC
BY-NC-ND: Atribuição; Uso não comercial; Não a obras derivadas

É a mais restritiva das licenças CC. Permite apenas a redistribuição, mas não libera para modificações nem para usos comerciais e exige que o autor seja citado

BY-NC-SA: Atribuição; Uso não comercial; compartilhamento pela mesma licença

Permite que se crie obras derivadas, que se remixe o conteúdo com a contrapartida de que o autor inicial seja citado e que as novas criações estejam sob a mesma licença. Fins comerciais também não são permitidos.

BY-NC: Atribuição; Uso não comercial

Permite que se crie obras derivadas, que se remixe o conteúdo com a contrapartida de que o autor inicial seja citado.  Não exige que as novas criações estejam sob a mesma licença nem libera para uso com fins comerciais.

BY-ND: Atribuição; Não a obras derivadas

Esta licença permite a redistribuição e o uso para fins comerciais e não comerciais, contanto que a obra seja redistribuída sem modificações e completa, e que os créditos sejam atribuídos ao autor da obra original.

BY-SA: Atribuição; Compartilhamento pela mesma licença

Permite que se remixe e que se crie obras derivadas até mesmo para fins comerciais, mas exige que o crédito seja atribuído ao autor e que essas obras estejam licenciadas sob os mesmos termos.

BY: Atribuição

Menos restritiva entre as licenças CC. Permite que se adapte, que se remixe e que se crie obras derivadas mesmo que sejam para fins comerciais. Exige apenas o crédito ao autor ou responsável pela obra inicial.

Mestre em educação em Engenharias de Mídias para a Educação, professora no Centro Educacional Pioneiro e integrante da equipe de educadores do Instituto EducaDigital, em São Paulo, Débora Sebriam explica que ao escolher uma licença CreativeCommons é preciso por na balança o objetivo com o conteúdo que se pretende disponibilizar. No seu blog “Internetando”, Sebriam optou pela licença CC-BY-NC.

Não é a mais flexível das seis opções, mas Sebriam explica que esta licença lhe agrada também porque ela oferece aos usuários a liberdade de usarem outra licença, que não a CC-BY-NC, caso decidam criar conteúdos derivados dos seus. “Precisam ser apenas licenças compatíveis, mas não necessariamente precisa ser a CC-BY-NC”, diz. A educadora fala com o conhecimento de quem dá aula sobre o assunto. Em recente oficina sobre “Autoria x Propriedade na Cultura Digital”, em São Paulo, ela explicou aos participantes a diferença entre cada uma das seis licenças.

Daniel Caixeta, professor e blogueiro em Goiás e especialista em Gestão Escolar, lida com a tecnologia educacional em sala de aula – onde estimula os seus alunos da pós graduação a usarem ferramentas web – e também fora dela, no seu blog. Por lá, ele aborda diferentes temas de interesse aos educadores, e o CreativeCommons foi assunto tempos atrás. Depois de atribuir ao seu blog a licença CC-BY-NC, ele se preocupou em explicar exatamente o que significa, com um post caprichado ilustrado por uma história em quadrinhos.

Caixeta conta que aprendeu sobre o assunto pesquisando de forma autônoma, e recomenda o caminho para quem não tiver a oportunidade de discutir o assunto com colegas. Para os seus alunos, ele oferece essa possibilidade: numa aula em que os alunos tiveram de criar um blog, foi posto em discussão o tema creative commons. As licenças foram discutidas e votadas e cada dupla de alunos inseriu no seu blog a licença mais adequada. “Se for um blog de gestão escolar, por exemplo, é importante que esta discussão ocorra, para que todos que integram a instituição esteja de acordo com o uso que será permitido aos conteúdos”, sugere.

Fonte: Instituto Claro

Copyright Cops

Copyright Cops é um curta-metragem brasileiro que discute internet, juventude e direitos de autor. Achei extremamente interessante a ideia e o mais significativo: você não gostou? Cortaria alguma parte? Utilizaria a trilha sonora e faria cenas novas, etc? Você pode fazer tudo isso! O curta está dentro da filosofia “alguns direitos reservados”.

Fonte: http://copyrightcops.org/

Vi a notícia no Gizmodo

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